11.11.2014 - terça

Festival Vivo Open Air oferece filmes e shows ao ar livre

Clássicos ganham novo clima ao ser exibidos na megatela de 352 metros quadrados que está montada no Mirante Olhos D'Águas


Carolina Braga - EM CulturaPublicação:11/11/2014 07:00Atualização:11/11/2014 08:30

 (David Argentino/divulgação)
Mesmo que o drama da seca preocupe, quem gosta de cinema, especialmente os amantes de clássicos como 'ET', 'Pulp fiction', a trilogia 'Star wars' ou 'Curtindo a vida adoidado' (ícone dos anos 1980), certamente vai torcer por noites estreladas até dia 30. Não que São Pedro vá impedir o Vivo Open Air, mas, definitivamente, chuva não combina com um dos maiores festivais de cinema ao ar livre do mundo. É aquela história: está prevista a distribuição de capas de plástico, mas o charme fica comprometido. 


Esse evento superlativo fez fama depois de passar por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba e Recife. Agora, o festival chega pela primeira vez a Belo Horizonte, com apoio cultural do Estado de Minas. A partir desta terça-feira (para convidados) e de quinta-feira (para o público), as noites combinarão cinema, show e festa. O Mirante Olhos D’Água oferece silêncio, escuridão e uma das vistas mais privilegiadas da capital mineira. 

Trata-se da maior tela do mundo – e isso não é papo furado. “Ela é do tamanho de uma quadra de tênis, quatro vezes maior do que as convencionais de multiplex”, informa Renato Byington, diretor da D+3 Produções, responsável pela itinerância do Open Air pelo Brasil. Além da tela de 352 metros quadrados e capacidade para 1 mil espectadores (100 acomodados em espreguiçadeiras), o “cinemão” tem sistema de som compatível com o de shows de rock. “É uma grande celebração”, resume Renato.

Como o objetivo é oferecer uma experiência audiovisual diferente, aspectos técnicos são tão relevantes quanto a programação. Anualmente, a tela vem da Suíça. A estrutura de 72 toneladas ocupa quatro contêineres e chegará ao país acompanhada de engenheiros. 

Tela montada no Mirante Olhos D'Agua. (Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)
Tela montada no Mirante Olhos D'Agua.
O Vivo Open Air não é um festival tradicional. Portanto, não tem compromisso com o formato clássico desse tipo de evento, que costuma priorizar títulos inéditos ou com carreira em mostras internacionais badaladas. Entre os longas em cartaz em BH, apenas dois são novidade no circuito comercial: 'Uma longa viagem', com Nicole Kidman e Colin Firth, agendado para a noite de abertura, e a comédia francesa 'As férias do pequeno Nicolau'. 

A aposta é nos clássicos. Será a oportunidade de ver ou rever longas marcantes. O maior exemplo disso é 'ET – O extraterrestre' (1982), de Steven Spielberg. “Apesar de ser um filme que sempre está na televisão, é uma experiência única. A plateia se levanta na cena da bicicleta, aplaude, chora. É uma festa para o cinema”, diz Renato. 

Além de ET, escolhido para o encerramento, serão exibidos 'O poderoso chefão 1' (dia 26), 'Pulp fiction' (dia 28), 'Laranja mecânica' (dia 29), a trilogia 'Star wars: Uma nova esperança' (1977), 'O império contra-ataca' (1980) e 'O retorno de Jedi' (1983). Entre os “intrusos” – que estão longe de ser clássicos ou estreantes – estão 'Trapaça' (2013), 'Malévola' (2014) e '007 – Operação Skyfall' (2012). Diariamente, a sessão começa com um curta-metragem. Na noite de abertura, a seleção será exclusivamente mineira. 

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